O Papel das Emoções na Aprendizagem!



Quantas vezes, pensamos para nós mesmos "hoje eles parecem aborrecidos." Quantas vezes é necessário chamarmos a atenção de alguns alunos mais distraídos? Completamente desfocados por assuntos irrelevantes, discussões, disputas, brincadeiras, irrelevantes para o seu crescimento enquanto estudantes e pessoas? Não é um sentimento tão irritante?


E quantas vezes, num momento da aula em que os alunos parecem estar com dificuldades, surge um momento, uma comparação, uma história pessoal que introduzimos e, de repente, é possível ouvir o mexer das cadeiras à medida que se posicionam para ouvir melhor? Não é um sentimento maravilhoso?

Agora, imaginem esse sentimento, na sala de aula, sempre. Graças a jogos educativos.



Podem os jogos ajudar a aprender graças à criação de emoções?


Não é tão simples convencer um professor a usar jogos educativos na sala de aula ou recomendar o seu uso pelos seus estudantes. Existem muitas questões que devem ser respondidas primeiro! Uma, podemos responder agora. "É possível os jogos educacionais usarem emoções para motivar e concentrar os alunos de forma mais eficaz do que qualquer outra ferramenta?"

A resposta, como sempre, é talvez! Se for um jogo bem desenhado, e se tiver histórias. E se colocar o aluno como agente ativo dessas histórias, através de aventuras. Então definitivamente SIM!


Quando é essa a sua estrutura, então existe uma combinação de desenvolvimento emocional da parte do estudante e ao mesmo tempo um impacto dos momentos emocionais nos momentos de aprendizagem, criando experiências com significado e memórias duradouras.


O poder das histórias


"Quando lemos obras de não-ficção, lemos com olho crítico e ceticismo. Mas quando estamos absorvidos numa história, baixamos as defesas. O que nos move são as emoções, deixando-nos indefesos." Jonathan Gottschall


Se perguntar a qualquer aluno quais os melhores jogos que já jogou, ele vai mencionar jogos que se colocam em uma de duas categorias.

Jogos com histórias maravilhosas e jogos que permitem a criação da sua própria narrativa.


Estudantes que normalmente escolhem a segunda opção são indivíduos altamente motivados. Estudantes que vão superar expetativas, desde que se apliquem. Isso acontece porque têm intrinsecamente a motivação necessária para tal. Mas nem todos os estudantes são assim!


Alguns (muitos) estudantes têm dificuldades em encontrar esse nível de motivação. Mas quando estão a ouvir uma história emotiva, uma com a qual se relaciona, com a qual encontra pontos comuns e empatia, estarão focados, motivados e irão absorver toda a informação. Esse é o poder das histórias.

"Sem histórias seriamos loucos. A vida perderia todo o seu sentido e orientação. Mesmo em silêncio, vivemos as nossas histórias." Ben Okri, Birds of Heaven

O Papel das Aventuras



Aventuras podem ser definidas como momentos de jogo com um objetivo concreto e atingível, que sobrepõe-se a qualquer questão de performance ou acumulação de pontos. As aventuras tornam-se, portanto, em "mundos complexos e ricos em narrativa, onde o jogador sente liberdade para decidir o que fazer a seguir e de que forma irá resolver os desafios" (Daniel Riha - Videogame Cultures and the Future of Interactive Entertainment).


Consequentemente, o que é melhor do que usar histórias em jogos educacionais? Usar aventuras baseadas em histórias! Logo, histórias contadas pelos alunos através de aventuras!

Estudantes, como qualquer jovem, adora autonomia. Algumas vezes essa liberdade leva à tomada de decisões que não são ideais, descartando benefícios de longo-prazo em troca de impactos de curto-prazo. Enquanto estudam, essa é a principal razão para, desprovidos de escolhas, não conseguirem motivar-se. Alterando fundamentalmente a forma como estudam, alteramos a perspetiva do estudante, devolvemos-lhe autonomia, de forma orientada e estruturada.


"You enter the forest at the darkest point, where there is no path. Where there is a way or path, it is someone else's path. You are not on your own path. If you follow someone else's way, you are not going to realize your potential" Joseph Campbell, The Hero's Journey

Aventuras oferecem a possibilidade dos estudantes terem uma palavra a dizer durante os seus momentos de estudo, a forma como querem progredir, sem abdicar da diversão de curto-prazo. Porque, na realidade, está interligada.

 

Este artigo é parte integrante do White Paper a ser publicado brevemente, em conjunto com o lançamento de Liber Domus para o ano letivo de 2022/2023. Este jogo, o primeiro do seu género, coloca em prática tudo o que será discutido nesta série.


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