O futuro da educação passa pelos jogos. O futuro dos jogos passa pela educação!

A forma como os jovens jogam está a mudar, muito por consequência de ações da indústria de jogos tradicionais, que promovem comportamentos indesejáveis nos jovens. Mas os jogos enquanto media têm um potencial extraordinário que não deve ser negligenciado. Antes pelo contrário, devemos usar as suas capacidades para a educação dos jovens!


Enquanto continuamos a nossa contagem decrescente para o lançamento de Liber Domus, abordamos o tema dos jogos educacionais na perspetiva dos pais ou educadores.

Os videojogos evoluiram consideravelmente nas últimas décadas. Quando surgiram, no final dos anos 80, eram considerados simplesmente divertidos, entusiasmantes, desafiadores.

A maior parte de nós jogou durante as duas décadas seguintes como uma simples forma de diversão, com os amigos ou sozinhos. Cada um tinha uma preferência, uns preferiam jogos de estratégia, plataforma, outros de corrida, outros ainda, de futebol.

(imagem: Sonic 2 - Sega)


Com o passar dos anos, os videojogos mudaram. Algumas melhorias foram bem-vindas, como melhores gráficos, combinação de estilos de jogabilidade, mais modos de jogo e acesso multiplayer online, criando autênticas redes sociais de pessoas que nunca se conheceram mas que se uniram com o propósito de diversão.

(imagem: Skyrim - Bethesda)


Recentemente porém, a realidade tem sido outra. Inicialmente contestados por alegadamente causarem violência ou incutirem comportamentos violentos nos jovens, ou como viciosos, rumores que foram desmistificados cientificamente, a verdade é que, hoje em dia e especificamente para alguns tipos de jogo, as críticas poderão ter fundamento.

Vários países começaram recentemente a atacar empresas, em particular as que oferecem jogos online no modelo freemium ou free-to-play (com possibilidade de compras dentro do jogo) a jovens. Sem legislação adequada, muitas empresas, sediadas em locais estratégicos, lançam autênticos jogos de casino disfarçados de jogos grátis. Jogos desta natureza, muitos disponibilizados a jovens em tablet ou telemóvel e facilmente acessíveis pela sua gratuitidade, possuem estratégias promotoras de frustração, ansiedade e mesmo vício.

Jogos grátis, com possibilidade de compras no jogo, não devem ser oferecidos ou disponibilizados a jovens. Não por potenciais problemas no cartão de crédito no futuro (que podem existir), mas porque estão propositadamente desequilibrados para forçar o jogador a gastar dinheiro, num esforço para ganhar.

Mas a realidade pode ser outra! Usar os mecanismos de jogo, desenvolvidos há dezenas de anos em jogos mais clássicos e tradicionais, em ambientes 3D que permitem aos jogadores um nível extraordinário de controlo, navegação, exploração e interacção, podem auxiliar significativamente estudantes a visualizar problemas, resolver, aplicar soluções, desenvolver raciocínios e pensamento crítico, até criatividade!

Com auxílio de histórias semelhantes a tantas outras que sempre nos fizeram apaixonar pelos videojogos, podemos transportar estudantes a mundos fantásticos em que a aprendizagem é bem-vinda e, mais do que isso, desejada.


Ao invés da tradicional "luta" entre educador e educando entre jogar ou estudar, entre permitir ao jovem o consumo de horas de jogos para depois passar uma ou duas a "estudar", podemos juntar os dois! Criar mundos em que a mente do estudante pode navegar livremente com o propósito de aprender.


Se quiserem saber mais sobre o trabalho que a Kendir Studios desenvolve e o lançamento do nosso jogo Liber Domus, para aprendizagem de Matemática e Ciências de 6º Ano, subscrevam a nossa newsletter ou a nossa página no Facebook ou LinkedIn.



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